quinta-feira, 7 de abril de 2011

VACINAS TRADICIONAIS X VACINAS GÊNICAS



A VACINA

O desenvolvimento pioneiro da vacina contra a varíola feito por Jenner há quase dois séculos marcou, com grande sucesso, o início de uma nova era para a medicina moderna. Desde então, vacinação, tornou-se a medida mais eficiente e menos dispendiosa de evitar doenças infecciosas. È necessário então, o desenvolvimento de novas vacinas que evitem, num futuro próximo, o aumento descontrolado das doenças infecciosas.

VACINA NA HISTÓRIA: GERAÇÕES

No decorrer dos tempos, diversas estratégias foram utilizadas para o desenvolvimento de diferentes vacinas. As vacinas de primeira geração, que se reportam principalmente ao começo deste século, foram produzidas com microrganismos vivos e atenuados (como é o caso da vacina BCG contra a tuberculose) ou mortos e inativados (como a vacina contra Bordetella pertussis). Contudo a eficácia dessas vacinas ainda é muito questionada. Na última década, os avanços na tecnologia de desenvolvimento de vacinas permitiu a introdução de novas estratégias para a obtenção e produção de antígenos, assim como foram otimizadas novas maneiras de se administrar e apresentar esses antígenos para as células do sistema imune. Estas estratégias abriram caminho para inovações, particularmente no contexto do desenvolvimento de vacinas mais seguras, eficazes e polivalentes. Entre estas estão as de subunidades, consideradas de segunda geração, constituídas de antígenos purificados e provenientes de fontes naturais, sintéticas ou mesmo recombinantes.( As de segunda geração são basicamente produzidos microrganismos recombinantes através de técnicas especiais). Mais recentemente, surgiram as vacinas gênicas ou de terceira geração, onde os genes ou fragmentos de genes, que codificam antígenos potencialmente imunizantes, são carreados por plasmídeos de DNA. Atualmente, o isolamento de genes é uma técnica dominada pela ciência devido ao grande desenvolvimento da biologia molecular. Graças ao progresso da imunologia e genética molecular estas vacinas de terceira geração estão cada vez mais sendo pesquisadas e chegando há uma qualidade e eficiência nunca vista antes na área da imunoterapia.

VACINAS TRADICIONAIS

O que é ?


As vacinas tradicionais consistem principalmente de agentes causadores de doenças (patógenos) mortos ou enfraquecidos, ou de fragmentos ou toxinas desses patógenos. O principal objetivo das vacinas é preparar o sistema imunitário para combater vírus, bactérias ou outros parasitas perigosos o mais rápido possível, antes que esses patógenos ganhem uma base segura dentro do organismo. As vacinas conseguem esse efeito, fazendo o sistema imunitário se comportar como se o corpo estivesse sendo invadido por um patógeno, o que o leva a produzir anticorpos para combater os invasores. Além da eliminação dos invasores, a ativação do sistema imunitário contra um patógeno específico leva à criação das células de memória, que podem atacar e destruir o mesmo patógeno no futuro.

Como o sistema inunitário reage a uma infecção?

Na infecção real o sistema imunitário responde à presença dos antígenos – substâncias estranhas ao corpo –, representados por proteínas ou polissacarídeos produzidos pelo patógeno. Duas respostas podem ocorrer por parte do organismo, ambas orquestradas pelos leucócitos presentes no sangue: 1) A resposta humoral, comandada pelos linfócitos B, que atua sobre os patógenos e antígenos extracelulares. Essas células secretam moléculas de anticorpos, que se unem aos agentes infecciosos, neutralizando-os ou carimbando-os para serem destruídos por outras células do sistema imunitário. 2) Outro ataque, liderado pelos linfócitos T assassinos. As células infectadas mostram, sobre a superfície celular, partes das proteínas sintetizadas pelo DNA do patógeno como se fossem bandeiras, sinalizando para os linfócitos T que estão infectadas. Esses linfócitos destroem então as células e, por tabela, os invasores intracelulares.

Constituição e duração da imunização

A constituição e a duração da imunização proporcionada pelas vacinas tradicionais variam. Aquelas baseadas em patógenos mortos (raiva, gripe e hepatite A) ou em antígenos isolados dos patógenos (tétano, difteria e hepatite B) ativam somente a resposta humoral primária, e não as células T assassinas. Essas respostas são insuficientes contra muitos dos microrganismos que invadem as células posteriormente. Além disso, a proteção conferida por essas vacinas diminui gradualmente ao longo do tempo, tornando-se necessária a aplicação de reforços periódicos. As vacinas constituídas por vírus atenuados preservam os mecanismos de que os vírus dispõem para se ligar às células hospedeiras, introduzir seu material genético e comandar a síntese de proteínas virais, ou de antígenos, que serão mostrados pelas células infectadas. Dessa maneira, essas vacinas estimulam o ataque pelos linfócitos T assassinos e pelos anticorpos sintetizados pelos linfócitos B. Essa dupla atividade é essencial para o bloqueio da infecção viral e para assegurar a imunidade. Além disso, essas vacinas (como as do sarampo, catapora, rubéola, caxumba e pólio) freqüentemente conferem imunidade para o resto da vida. Por isso, são consideradas o padrão ouro das vacinas existentes.

Possíveis problemas do uso

As vacinas com o patógeno atenuado também podem causar problemas: Elas podem gerar a doença em pessoas cujo sistema imunitário se encontre comprometido, como pacientes com câncer em tratamento quimioterápico, portadores do vírus HIV e idosos. Esses indivíduos também podem contrair doenças de pessoas saudáveis, vacinadas recentemente. Além disso, os vírus enfraquecidos podem sofrer mutações e restaurar a virulência. Essas vacinas também podem conter contaminantes, que são subprodutos indesejáveis do processo de fabricação, capazes de disparar no organismo reações alérgicas e outras reações inconvenientes.

VACINAS GENÉTICAS

As mais estudadas consistem de plasmídeos, que são pequenas moléculas circulares de DNA encontradas no citoplasma bacteriano, mas incapazes de produzir uma infecção. Os plasmídeos usados na imunização são alterados para transportar genes específicos para um ou mais antígenos (proteínas) de um patógeno selecionado. As vacinas gênicas ocorrem através da introdução de um ou mais genes (parte do DNA que pode transmitir alguma característica) no indivíduo a ser vacinado e então ocorre a formação de moléculas chamadas de antígenos que têm a capacidade de fornecer uma resposta imune (protetora) a este indivíduo.

Administração

A vacinação por DNA pode ser realizada de várias formas. Entre elas podemos citar a administração por injeção intramuscular, por aerosol e por via intradérmica através do bombardeamento de pequenos grânulos de ouro ou tungstênio com DNA utilizando o gene gun (arma de genes). A resposta imunológica desencadeada pela vacina de DNA ocorre por um longo período de tempo, até mesmo em alguns casos só seja necessária uma única dose a pessoa graças principalmente a uma característica muito importante, a capacidade da célula que recebeu o DNA de produzir o antígeno de uma forma constante, diferente das outras categorias de vacinas. As vacinas não gênicas são utilizadas praticamente como prevenção à instalação da doença. Já as vacinas gênicas têm um poder grande de cura da patologia já instalada sem perder a característica profilática.

Vantagens

Esta terapia pode resultar em políticas de saúde menos prolongadas, mais baratas (no momento da administração é necessário somente a adição de pequena quantidade de água. Estas condições trazem vantagens econômicas para o estabelecimento de amplos programas de imunizações em regiões de difícil acesso) e mais deterministas, dando um avanço muito grande na área social e econômica principalmente em países como o Brasil que contém uma população muito grande com poder aquisitivo baixo. Essa vacina pode ser estocada como sedimento seco e à temperatura ambiente, sendo Também podem ser construídas para transportar genes de diferentes linhagens de vírus e bactérias, fornecendo imunidade contra vários patógenos ao mesmo tempo. Além de tudo, os genes transferidos por essas vacinas resultam em antígenos específicos, contra os quais a resposta imunológica é desejada, resultando numa resposta imunitária mais específica por parte do organismo. As vacinas de DNA, quando desenvolvidas para serem utilizadas em pessoas, preservarão todos os aspectos positivos das vacinas existentes e evitarão seus riscos. Além do mais, não poderão causar infecções, pois não possuem os genes necessários para a replicação do patógeno.

VACINAS DE RNA

Alguns pesquisadores estão testando vacinas compostas de RNA. A vantagem desse tipo de vacina seria a velocidade, pois, uma vez dentro das células, o RNA seria rapidamente traduzido em proteínas antigênicas. Entretanto, a molécula de RNA é menos estável que a de DNA, uma característica que pode dificultar a produção e a distribuição dessas vacinas.

Fontes:
http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1801070-vacinas-gen%C3%A9ticas/#ixzz1IhQpOCW3
http://www.angelfire.com/ak/edudantas/vacinas.html
http://cienciasgeraisparafarmaceuticos.blogspot.com/2009/09/vacinas-genicas.html

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